quarta-feira, 12 de março de 2008

retirado do mixbrasil.com.br

Identidade: POLÍTICA
Apelo

7/3/2008
Governo inglês é criticado por ONGs do mundo inteiro por negar asilo a homossexuais iranianos

Por Redação (http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/4_62_65781.shtml)


O governo inglês recebeu duras críticas de ONGs e do jornal The Independent pela seqüência de pedidos de asilo negados a homossexuais iranianos que, como sabemos, correm risco de vida caso voltem a seu país de origem. O último caso diz respeito a Pegah Emambakhsh, lésbica de 40 anos que fugiu para a Inglaterra depois de sua companheira ter sido detida e condenada ao apedrejamento no Irã. Outro caso é o de Mehdi Kazemi, de 19 anos, que teve seu pedido de asilo negado mesmo após ter noticiado que seu namorado havia sido enforcado no Irã.

Mais de 60 deputados britânicos escreveram um pedido ao primeiro-ministro, Gordon Brown, para que o governo volte atrás na decisão de deportar Mehdi ao Irã. Sem ter certeza de seu destino, Mehdi pediu asilo ao governo holandês. ONGs de defesa dos direitos humanos informam que há pelo menos duas dezenas de homossexuais iranianos com pedido de asilo na Inglaterra.

O caso de Kazemi é emblemático. Ele viajou a Londres em 2004 para estudar. Ao chegar ao país, soube que seu então namorado havia sido preso sobre acusação de sodomia e enforcado. Em conversa telefônica com seu pai, o jovem de então 17 anos soube que a polícia iraniana havia forçado seu namorado a entregar o nome de seus parceiros sexuais e que seu nome apareceu nesta lista. Perseguido, o jovem resolveu continuar em Londres e pedir asilo. Mas o pior de tudo mesmo é a declaração do ministro do interior britânico. Ele argumentou ao negar o asilo em todos esses casos, que os homossexuais não serão perseguidos no Irã caso sejam discretos.
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9/3/2008 12:24:35 - Rodrigo Garcez (kinokaos@gmail.com)
This is England! Estou vivendo no norte da Inglaterra por um tempo e aqui você vê as contradições em se tratando da comunidade gay o tempo todo na sua cara. Tive um date semana passada com um cara que havia ficado em coma depois de quase ser morto por agressores aqui em Manchester. A Europa tem problemas quanto qualquer outro continente, mas especificamente aqui na cultura (goiaba) anglo-saxa você tem plena clareza de que o que eles falam, nem sempre e o que praticam. Estes últimos governos trabalhistas fuleiros são exemplo disso. Vou tentar mobilizar a comunidade daqui para uma petição. abraços ao Brasil e que cada vez mais caiam as mascaras.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Resposta de Acácio

Concordo absurdamente com Ivone. Entretanto
abro um parenteses no que diz respeito a
cultura gay. No meu entender, mais do que
mais um exemplo de homogenização da cultura,
esta ainda revela-se em construção, enquanto
que as outras fazem o caminho inverso
conforme voce colocou perfeitamente),abrem
mão de tradições instituídas, em prol de um
elemento "globalizante". A regra tem sido,
obviamente, a tensão entre o relativismo e
o universalismo nos diversos campos da
atuação humana. No caso da cultura gay,
durante muitos anos nos estivemos
escondidos em "lugares sombrios", fazendo
do puro desejo sexual uma forma de atuação
comum, vejo, por isso mesmo, que resquícios
deste passado recente aparecem nas revistas
gays, que em regra usam do erotismo para
conseguirem leitores, ou das "manifestações
de vivo entusiasmo", citando o Bourdieu,
que são geralmente presenciadas nos
banheirões dos shoppings, cinemões etc.
A conquista de espaços democraticos de
diálogo e paquera, pelo grupo LGBT, são um
importante passo rumo a construção desta
cultura. Entretanto, esta conquista parece
estar atrelada ao puro e simples direito
(senão dever) de consumirmos. Temos
espacos de interação. Mas, para acessá-los,
temos que nos propor a pagar, e pagar caro
por eles. Em Sao Paulo, um dos espaços cuja
interação social poderia se dar de forma
gratuita, acabou por se vincular a estes
resquícios (bastante presentes) de
comportamentos puramente sexuais, que
ficaram dos tempos de grande repressão.
Falo, por exemplo, do autorama. Um espaço
que a princí­pio visava possibilidade de
interação social entre lgbts, que estariam
protegidos dos rugidos homofóbicos e não
necessariamente seria necessário pagar para
acessá-lo. Infelizmente, ou talvez,
naturalmente, este espaço foi tomado pela
prostituição e pelo tráfico de drogas.
Quando digo naturalmente, refiro-me as
"sombras" do passado de opressão, assim,
manifestação pura de desejo. No caso das
casas de shows, bares, etc. Vemos todos
estes elementos, sob um custo considerável,
visando antes de tudo, o consumo. A cultura
do consumo e do desejo puro e desenfreado,
parecem o cimento que alicerça a construção
da cultura gay, atualmente. Com poucas, mas
expressivas, excessões, considerando-se os
grupos que buscam outros caminhos, que
baseiam-se em polí­ticas de auto-afirmação e
pensam em questões relevantes para tanto.
O que seria uma religião que não exclui
minorias lgbt? Qual seria esta nova famí­lia,
constituídas por este tipo de casais? Idéias
como estas, ou por exemplo, de fidelidade,
deveriam ser as mesmas do casais
heterossexuais? Como é o envelhecer gay? E
assim por diante... Diversas questões
possí­veis, ao procurarmos a constituição do
que chamarí­amos de uma cultura gay, que se
propusesse a ser mais do que desejo e
consumo... Particularmente, também ando um
pouco distante de ambientes lgbt. Pois,
nestes lugares, sinto uma forte pressão
no que diz respeito a beber do cimento
desta cultura, ainda arcaica (sexo, grifes,
gastos, carões). Ando refletindo muito a
este respeito...

Resposta de Ivone

globalizacao e identidade no universo gay ou porque prefiro carne moida no recheio do wan tan

Li o seu artigo agora pouco e me fez pensar..."sim, eu tambem vejo que tudo eh igual no mundo gay", mas o problema nao eh so dentro do mundo gay, que no caso eh o exemplo citado no texto. A questao eh como o pensamento dominante, capitalista e totalitario, torna tudo homogeneo, proximo do gosto do cliente, sobretudo nos espacos ligados ao "inofensivo" lazer...arte e cultura.
Eh como o wan ta com cream cheese...eu nao sei como se escreve wan tan, mas eh tipo uma especia de rolinho de primavera...em Lima, que esta cheio de restaurante chines, voce come wan tan com recheio de carne, eh uma delicia...chego em Minneapolis e descubro um restaurante chines que parece"autentico"...experimento o wan tan e adivina... recheio de cream cheese! Pasteurizaram o sabor chines, em nome do que eh mais aceito...eh o pensamento na era da globalizacao. Por outro lado nao dao pra ter essa nostalgia ou expectativa por aquilo que eh "autentico", que eh o outro lado da moeda..."quero viajar a Espanha e experimentar a verdadeira paella, ir pra Mexico e comer os verdaderos tacos"...ai voce objectifica e quer consumir cultura atraves dos objetos. Isso tambem esta dentro da logica capitalista de apropriacao.
Eh o problema da arte, por outra parte.
Mas voltemos ao wan tan. Eu gosto de carne nele, mas os gringos que tem dinhheiro seguro que preferem o cream cheese.
Penso que a questao eh desenvolver estrategias que nao idealizem o que eh "autentico" de uma cultura pois vivemos em um mundo em que a mezcla eh a regra - eu nao admito imagens idealizadas do Peru ou do Brasil nesse sentido, somente pelo desejo que alguem possa ter de consumir "autenticidade" latinoamericana".
Um problema que observo na cultura gay eh como ela tem sido completamente desvinculada da estrutura capitalista em que vivemos. Eh por isso que intuitivamente deixei de adorar os lugares gays em SP. O materialismo eh gritante a as vezes nao da pra aturar isso em nome de um orgulho gay. Materialismo nao porque o lugar fique nos Jardins, basta conversar com a media nesses lugares para voces saberem do que estou falando. Eu creio que deve chegar um momento em que a cultura gay se aproxime dos problemas que atacam outras minorias, mulheres, negros, pobres (que nao sao minoria, pelo menos estatiscamente falando) pra criar alguma possibilidade de acao, de transformacao.
Falando em comida fiquei com fome. Aqui, como em sampa, voce pode comer todo tipo de comida, mas muitas vezes eu presinto que tem algo na comida indiana que como que nao eh da India, algo na comida mexicana que nao eh do Mexico.... detesto pure de batatas de caixinha tambem. E a boa comida peruana nao eh conhecida por aqui...talvez por isso ela nao seja adulterada...embora no Peru ela experimente constantes mudancas e inovacoes....eu so sei que nao da pra pensar em cultura sem esquecer das condicoes materiais nas quais ela opera.

Estava lendo uma materia sobre a pasteurizacao da cultura gay ao redor do mundo e encaminho a vcs

A World Of Gay Clones
31 October 2007

I haven’t been everywhere in the world, but I have visited many places and I’ve been gay in all of them. Over the years, I’ve noticed a growing sameness among popular gay gathering places around the globe that borders on the cliché.

Similarly, I have become increasingly aware of the development of a universal gay aesthetic and attitude that appears to transcend cultural definition to define a singular global gay lifestyle.

In other times I might have thought such homogeneity grand, but as I reflect on it today, it makes me kind of sad.

I was out in London the other night at G-A-Y, one of Soho’s most popular gay nightclubs, when it struck me that there was something very familiar about the joint. Then it hit me. From the walls mounted with television screens playing videos by the latest pop tartlets to the colourful modern décor, G-A-Y reminded me of so many other clubs I had frequented in other parts of the world.

Take away the accents and I could have been at Raidd in Paris, G Lounge in New York, or Here Lounge in Los Angeles. It was actually kind of scary as I looked around the bustling party spot to discover that, aside from the patrons, there was not a single thing about the place that was uniquely British – not even the colour scheme or the lighting. There was even a certain uniformity in the way that all the wriggling horny bodies surrounding me had chosen to attire themselves. For a brief moment, I actually thought I had stepped into the land of the Stepford gays!

Later in the evening as I stood by myself on the outside patio to catch a breath of fresh air and continue my observation, a friendly stranger, apparently sensing my dismay at the scene, nudged me and said, “It’s really quite boring isn’t it”? To which my reply was a quick and resounding “Yes”.

In all fairness, it wasn’t G-A-Y that was boring, but instead the tired nature of the scene and the whole ‘been there, done that’ feeling that came along with it.

I mean, unless you’ve worked your way through every potential partner available to you wherever you currently reside, why hop on a plane and fly 6,000 miles to do the exact same thing (in a carbon copy of the place) that you could have just as easily done at home?

I don’t know about you, but when I go to a city I go to explore its uniqueness. In France, I expect fresh baked croissants. In Spain, I expect spicy paella. In Holland, I expect extraordinary cheeses and until recently, when I went to a city, I expected to explore home grown gay nightlife, but that appears to be something of rarity.

I don’t know when it happened or who’s responsible, but it seems to me that gay nightlife has been franchised, pre-fabricated, packaged up and shipped around the world for easy assembly and, in the process, stripped of any cultural identity.

Thankfully, no matter where you go, there are still local bars filled with zany local traditions and even zanier local characters. These are the places to which I find I am drawn when I travel. Call me crazy, call me insane, but I really enjoying taking side trips off the beaten path and experiencing people and places unlike anything I’ve ever known. To me, that’s living.

Though I’ve always believed the meaning behind the old adage, 'the more we’re different, the more we’re the same', when it comes to gay nightlife, I’m not so sure that its verity is such a good thing.


http://gaydarnation.com/UserPortal/Article/Detail.aspx?ID=19638
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Author: Duane Wells

Venus - Rafael Dambros

Venus - Rafael Dambros
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